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METÁSTASE CEREBRAL

METÁSTASE CEREBRAL

Metástase é a implantação de um foco tumoral à distância do tumor original, decorrente da disseminação do câncer para outros órgãos. O aparecimento de metástases ocorre quando as células cancerígenas se desprendem do tumor primário e entram na corrente sanguínea ou no sistema linfático, podendo circular pelo organismo e se estabelecer em outro órgão.

Apesar de praticamente qualquer doença maligna poder dar metástase, ou disseminação para o cérebro, a incidência de metástase cerebral varia drasticamente de um tipo de câncer para outro.

Pulmão, mama, melanoma, câncer renal e de cólon contribuem para a grande maioria das metástases cerebrais. Tumores primários de pulmão respondem por 30% a 60% de todas as metástases cerebrais. Pacientes com câncer de mama avançado irão desenvolver metástases cerebrais em aproximadamente 20% a 30% dos casos.

A incidência de metástase cerebral (o aparecimento das metástases) é baseada na idade. É maior entre a quinta e a sétima década de vida e tende a diminuir depois disso. Há uma menor incidência de metástases cerebrais em crianças do que em adultos, com freqüências que variam de 6 por cento a 13 por cento em crianças.

SINTOMAS:

– Aumento da pressão intracraniana – Na maioria dos pacientes, os sintomas de metástases cerebrais são aqueles causados pelo crescimento das lesões, com compressão das estruturas adjacentes, e conseqüente aumento da pressão intracraniana (pressão dentro do crânio). Os sintomas mais comuns do aumento da pressão intracraniana são cefaléia, vômitos, e distúrbios de consciência (sonolência, torpor ou coma).

– Dor de cabeça – é o sintoma inicial em cerca de metade dos pacientes com tumor cerebral, e acaba sendo experimentado pela maioria desses pacientes, em algum momento.
Vômito – é considerado um sintoma ocasional para a dor de cabeça. É uma ocorrência muito mais comum em crianças do que em adultos. Em crianças, os vômitos podem ser especialmente dramáticos e contundentes, podendo ocorrer em “jatos”, não precedidos por náuseas, e aliviando a dor de cabeça em seguida.

– Alteração da consciência – pacientes portadores de tumor cerebral em algum momento irão experimentar alterações na consciência, incluindo tanto o nível de consciência e / ou sua qualidade. Um tumor cerebral pode induzir a um amplo espectro de alterações do estado mental que vão desde alterações sutis na personalidade aos estados de coma profundo e irreversível.

– Ataques (crises epilépticas) – crises convulsivas estão associadas com tumores cerebrais em quase 35% dos pacientes com tumor cerebral. Idade aumenta o risco de epilepsia secundária a um tumor, especialmente em indivíduos com mais de 45 anos de idade.

– Sintomas neurológicos focais – Dores de cabeça, alteração do estado mental e convulsões podem ser vistas com tumores que ocorrem em muitas partes do cérebro. Alguns sintomas estão associados com os tumores que ocorrem em locais específicos do cérebro. Estes sintomas neurológicos focais afetam o lado oposto do corpo a partir do lado onde o tumor reside no cérebro, e incluem diferentes modalidades de sensação, como formigamento e alterações motoras, como fraqueza (hemiparesia – fraqueza de metade do corpo).

Além dos seguintes sintomas, muitos pacientes apresentam sintomas causados ​​pelo tumor original e suas manifestações afins.

DIAGNÓSTICO RADIOLÓGICO:

As metástases cerebrais podem ser diagnosticadas por meio dos seguintes exames diagnósticos:

– Tomografia axial computadorizada – também chamado de tomografia computadorizada: A tomografia computadorizada pode ser feita com ou sem contraste (corante dado ao paciente por via intravenosa antes do estudo para melhor visualização do tumor), dependendo do objeto do estudo.

– Ressonância Magnética – Faz uma imagem clara do cérebro usando ímãs poderosos e ondas de rádio. Com a adição de um agente de contraste administrado por via intravenosa, esta é a melhor ferramenta para a avaliação radiográfica da metástase cerebral. Além dos dois testes de diagnóstico citados, o seu neuro-oncologista ou neurocirurgião pode solicitar outros estudos mais sofisticados de imagem.

MODALIDADES DE TRATAMENTO:

O tratamento varia conforme o tamanho, o tipo, se tumor do órgão primário, e a saúde geral da pessoa. Entre os objetivos do tratamento estão o alívio dos sintomas, a melhoria do funcionamento cerebral e conforto do paciente.

MEDICAMENTOS:

Não-quimioterápicos: Essas drogas são administradas para aliviar a dor de cabeça, prevenir a epilepsia, controlar e diminuir o inchaço (edema) do tumor. Exemplos destes medicamentos são analgésicos, fenitoína (anticonvulsivante), e cortisona (corticoide).

Drogas quimioterápicas: Estas drogas são projetadas para atacar e matar as células que se dividem rapidamente, como as células cancerosas. A quimioterapia pode tratar todo o cérebro. Além disso, múltiplos sítios de câncer podem ser tratados ao mesmo tempo.

CIRURGIA:

A cirurgia é uma parte importante do tratamento para alguns pacientes com metástase cerebral. Durante a cirurgia, o tecido é obtido primeiro para confirmar o diagnóstico. Em seguida, o tumor, também chamado de lesão, é removido. A cirurgia é realizada quando o neurocirurgião determina que o procedimento é passível de conduzir a um maior alívio dos sintomas do que poderia ser alcançado por outros tratamentos e, possivelmente, pode prolongar a sobrevivência. Médico e paciente devem pesar os riscos do procedimento versus os benefícios possíveis versus as seqüelas freqüentes ou remotas.

RADIAÇÃO:

Abordagem de tratamento usa radiação para destruir células cancerígenas. Como a quimioterapia, a radioterapia pode ser dada a todo o cérebro (ou radioterapia de cérebro total) ou fracionada (dividida) em múltiplas doses cumulativas. Radiocirurgia estereotática (gamma-knife), um grande avanço na radioterapia, usa uma técnica tridimensional para alvejar uma grande dose de radiação gama em um único sítio de tumor, com precisão milimétrica. Sua principal vantagem é a sua capacidade para tratar lesões que não são facilmente tratadas por cirurgia. Além disso, não é invasivo, tem menos riscos e resulta em menor tempo de internação.

OUTROS TIPOS DE TRATAMENTO:

Novos ensaios estão sendo realizados para uso da terapia genética para o tratamento de metástase. No entanto, a terapia gênica para metástase cerebral ainda está em fase experimental.

PROGNÓSTICO:

Em geral, o resultado do tratamento é bastante desanimador. Muitas pessoas com tumores cerebrais metastáticos têm tumor disseminado, com doença de base descontrolada. Os fatores prognósticos são complexos e dependem em grande parte do estado da doença sistêmica, da extensão do déficit neurológico, período de tempo entre o primeiro diagnóstico de câncer e o diagnóstico da metástase cerebral, o tipo de tumor (original) primário, e a natureza, tamanho e invasividade da lesão metastática, entre outros fatores.

As chances de cura e o prognóstico das lesões devem ser adequados caso a caso, e confidenciados e esclarecidos à exaustão entre os binômios família/paciente e oncologista/neurocirurgião.